Sono e acidentes
Todos os dias os meios de comunicação social abordam o tema dos acidentes de viação, descrevendo muitos acidentes fatais como inexplicáveis.

Profissões de risco
No caso de profissionais, como motoristas ou outros, em que a atenção e os reflexos são vitais, estes deveriam ser submetidos a testes de despiste de apneia de sono.
Sono e acidentes
Mais de 100.000 acidentes anualmente.
Mais de 1500 mortos.

Todos os dias os meios de comunicação social abordam o tema dos acidentes de viação, descrevendo muitos acidentes fatais como inexplicáveis. Se nos lembrarmos que numa viagem Porto – Algarve um indivíduo pode, sempre a conduzir, dormir 30 minutos, somando todos os Micro-sonos, não é difícil imaginar o que poderá acontecer num desses breves segundos em que o condutor está a dormir.

Infelizmente, não existem aparelhos para medir a privação de sono semelhantes aos que medem o excesso de álcool no sangue.

Condução, sono e morte:
Se um acidente ocorrer por adormecimento ao volante, as estatísticas mostram que é fatal em 87% dos casos, sendo que cada acidente está associado em média a 2,89 casos mortais. PARSONS, QUART J MED, 1986.
Não conseguimos vencer o sono nem que seja para evitar a morte!

Ninguém, no seu estado normal, gostaria de arriscar ter um acidente mortal, podendo evitá-lo. No entanto, com frequência, arrisca-se a condução, a altas velocidades, com sono. Porquê? Por presumir, erroneamente, ser possível vencer o sono.

Os relatórios sobre graves acidentes, que levaram à perda de milhões de Euros, e, em alguns casos, à morte de centenas de pessoas, referiram a privação do sono como a causa primordial. A diminuição das capacidades intelectuais, tendo por base a privação de sono, é apontada como a causa de desastres que levaram a prejuízos enormes e a perda de milhares de vidas.

Factores de risco na condução:

Doenças do sono
Privação de sono
Conduzir por períodos longos sem parar
Conduzir em horas normais de sono
Álcool
Temperaturas altas

Acidentes de viação e Apneia Obstrutiva (AOS)
Vários são os estudos comparativos que mostram uma relação directa entre Apneia Obstrutiva e aumento do número de acidentes, sendo de se notar uma maior incidência (2 a 4 vezes) nos motoristas profissionais.

Álcool e privação de sono:
Quanto maior for a privação de sono maior é a sensibilidade ao álcool assim como mais rápida a tendência a adormecer.



Profissões de risco
Faz parte do senso comum exigir-se que um piloto de avião ou um maquinista de combóio se submetam a testes que tentem despistar toda ou qualquer doença passível de directa ou indirectamente ser causa de acidentes.

Sendo a Apneia do sono potencialmente fatal para o próprio e para terceiros, mas tratável quando diagnosticada, o rastreio desta perturbação do sono deveria ser, em algumas profissões, obrigatório.

No caso de profissionais, como motoristas ou outros, em que a atenção e os reflexos são vitais, estes deveriam ser submetidos a testes de despiste de apneia de sono.

A associação dos acidentes de viação com perturbações do sono é por demais conhecida mas também, de forma preocupante, descurada, mesmo por aqueles que têm enormes prejuízos financeiros, tais como as empresas de transportes e empresas de alto risco.

Trabalhadores por turnos e o descanso:
Muitas vezes estes trabalhadores por turnos não descansam o necessário porque na sua hora de dormir há factores que desfavorecem o sono:
O contacto com a luz influencia negativamente o relógio biológico.
Afazeres familiares e extra profissionais coincidem com as horas para dormir.
Ruído ambiental fragmenta o sono.
Para o trabalhador por turnos, a vida em sociedade não coincide com os seus horários de vigília, causando um desajuste físico e psíquico, levando muitas vezes a não se fazer um descanso suficiente.
Muitas vezes, quando começa a ajustar-se ao horário de determinado turno, volta a mudar, começando novo ciclo de desajuste.

Trabalho nocturno e sono:
Sendo nós mamíferos, com um relógio biológico sincronizado para sono nocturno, parece evidente que inverter esta situação não deverá, pelo menos, ser benéfico. No entanto, se o indivíduo tiver o cuidado de recuperar as horas de sono perdidas, então será um mal menor.
Não será por acaso que todos os estudos mostram existir um aumento de acidentes laborais assim como uma diminuição da produtividade durante os turnos da noite.

A situação é tanto mais escandalosa quanto estudos feitos nos EUA, Canadá, Inglaterra e França mostram:
Os acidentes ocorrem mais de madrugada e a meio da tarde
(picos de sonolência).
75% dos acidentes mortais ocorridos com camionistas no Canadá estiveram relacionados com a privação do sono.
O SONO é segunda causa de acidentes mortais na estrada.



Jovens e acidentes
Nestas idades começa a aceitar-se como normal os jovens fazerem mais noitadas, bem como o aumento ou início do consumo de álcool.
Criam-se assim as condições para o aumento dos acidentes de viação entre a camada mais jovem; a agravar esta situação existe o facto de os jovens dos 18 aos 22 anos precisarem de mais horas de sono que aqueles entre os 13 e os 18 anos.

Poucas horas de sono + álcool + inexperiência na condução + regresso a casa com diminuição dos estímulos = propensão ao acidente.


A agravar esta realidade há o facto de 33% dos jovens que dizem nunca terem sonolência ou privação de sono apresentarem resultados de Testes de Latências do sono (MSLT) de menos de 3 minutos, o que indica que estão prestes a adormecer. Isto demonstra a capacidade de se acumular privação de sono sem nos apercebermos dos perigos que corremos.































































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